sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Comandante da PM em Patos se pronuncia sobre a violência contra os jovens negros e defende procedimento da Polícia. Escute





Aconteceu na noite dessa quarta-feira (19), na Câmara de Vereadores de Patos, uma Audiência Pública proposta pela vereadora Lucinha Peixoto, que contou com grande participação de jovens, para discutir a execução do Plano Juventude Viva, que visa o desenvolvimento de ações de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra.

Na ocasião, foram colocados alguns exemplos de jovens mortos pela violência em todo Brasil. As causas das mortes de mais de 30 mil jovens também foram colocadas em discussão, inclusive apontando o auto de resistência da polícia, como uma desses fatores.

O comandante da Policia Militar em Patos, tenente coronel Cunha Rolim, usou da palavra e, na oportunidade, tocou no assunto dos autos de resistência, e segundo ele, se referiram a essa questão sem conhecimento de causa.

Rolim iniciou seu pronunciamento dizendo:

“Hoje a gente vê tempos diferentes. Talvez essa reunião não estivesse acontecendo, ou se acontecesse no período da ditadura militar, com certeza a Polícia Militar não seria convidada. Depois de 1988, a Polícia Militar passou e vem passando a cada ano por uma reforma na legislação que rege a sociedade, mas a legislação que nos pune ainda é a da época da ditadura militar. Precisava fazer esse registro, porque algumas informações estão desencontradas. O auto de resistência é uma mera formalidade num processo, e não simplesmente em caso de homicídio, mas em caso de onde existe qualquer resistência, em que o policial saia lesionado. Nesse caso, geralmente o indivíduo que está sendo preso, também acaba sendo lesionado pela resistência que oferece. (...) o inquérito como um todo, a legislação trata como uma mera peça informativa que visa subsidiar o Ministério Público”, afirmou.

Dando sequência, ele acrescentou:

“A cada 32 horas da semana morre um policial militar, seja de serviço ou de folga. Quando morre um “Amarildo”, a imprensa toda fala e todo mundo cai em cima da polícia. Quando morre um bailarino de Regina Casé, que era traficante e matador de gente na favela, a imprensa toda cai em cima. Quando mataram a sargento, quando mataram o capitão, e tantos outros policiais a imprensa vira as costas. Ou seja, não é tratado como um ser humano. Quando morre um bandido, quando morre um traficante, principalmente se for de cor, e aí vou trazer também o outro lado da moeda, isso é um destaque. Esse potencial vitimológico (...). Fora alguma situação de latrocínio, os outros casos dos jovens que morreram com arma de fogo, ou com uma arma branca, aquele momento ali ele era vítima. Um mês atrás ou dois, ele era acusado, matava, traficava, extorquia, ameaçava, e eu tenho vários nomes aqui. (...) a análise que eu acho mais interessante a gente fazer, é dar motivação. (...) Nossa juventude está “esculhambada” desse jeito, vítima de lares desajustados. È preciso afastar os jovens desses lares, oferecendo uma educação integral ou qualquer outro tipo de ocupação”, relatou.​

Escute abaixo, o pronunciamento completo.

http://patosonline.com/post.php?codigo=43993


Patosonline.comvia sertaonamidia.com.br
Curta nossa página no Facebook e fique atualizado em tempo real. https://www.facebook.com/sertaonamidia

0 comentários:

Postar um comentário

IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”;

 
CARCARÁ PARELHAS | by TNB ©2010